Às vezes, me pego fazendo algum comentário sobre algo, e de repente, todos ao meu redor me fitam e dizem: "credo Katia, vc diz cada coisa!"...
Aí reflito: "Caramba! Não disse nada demais, somente o que seria sensato dizer sobre o que estava acontecendo naquele momento..."
E isso, acabou sendo uma característica marcante sobre minha personalidade, pois percebi que minhas opiniões, gostos musicais e literários, meu jeito de levar a vida, minha visão política, e comportamentais, de conviver com amigos e outros ao meu redor, é bem peculiar. Percebi que como eu, poucos achei, meu marido, meu amigos Anderson Pichoneri e Carlos Alberto Máximo (o Carlão) são exemplos de igualdade de viver como eu.
Não pensem vocês que sou algum tipo de aberração ou seja lá o que for, somente não gosto de música popular, brega, caipira, axé, funk, e todo esse lixo que rola por aí, com o único intuito de vender muito às custas do povão que adora uma "dor de corno"... sempre digo que a música vem de dentro da gente, e como não sou corna, nem me sinto corna, e nunca fiquei choramingando se tomei pé na bunda de alguém, ou levei um atravessado da vida, para mim, fica difícil gostar dese tipo de porcaria...
Literatura é outro quesito bastante controverso, todos amam Jorge Amado, eu acho o cara um saco! Pronto falei! Saco, saco, saco. Não gosto nada do estilo enroscado dele escrever, aliás, literatura brasileira pra mim só Luiz Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabour, esses caras críticos e possuidores de senso de humor ácido.
Política, sou a favor da Anarquia, mas antes que vocês comecem a berrar, vão estudar o conceito de anarquia, e verão que nada mais é do que uma estrutura bastante boa pra se levar um país, mas pra isso, devíamos todos sermos mais evoluídos, e pensarmos como uma única célula, como um ótimo exemplo disso, podemos citar as colméias, elas são uma perfeita anarquia, não tem ninguém metendo o nariz em tudo, ditando regras imbecis, criando normas burocráticas, com um bando de fanfarrões que entitulam-se políticos, metendo as mãos em nossos bolsos... As abelhas, cada uma sabe exatamente o que deve fazer para o total sucesso da vida na coméia, existe uma rainha, cuja função nada mais é do que fazer novos membros da comunidade. Viram? Nada de burocratas, ladrões, e indiferenças, todos no mesmo patamar, trabalhando para um bem comum! Sei que isso é utópico, pois o ser humano é egoísta, ambicioso, e acostumado a ter alguém para mandar nele, é isso, somos todos patos mandados.
Sou a favor de dar uns tapas de vez em quando, pois criança é como um cachorrinho bebê, você precisa dar umas jornaladas no focinho dele pra ele aprender a fazer xixi no jornal, não ganir a noite toda, obedecer no momento certo... Eu apanhei nas horas certas quando criança, não morri, não virei puta, não fiquei revoltada, nem me enfiei nas drogas nem no mundo da contravenção de forma geral... os psicólogos meteram tanto o dedo na educação das crianças, que hoje tudo é permitido em nome do bem estar psicológico do jovem, e olha no que deu! Um bando de adolecentes mal acostumados, que perderam totalmente a noção de como se comportar perante uma autoridade, seja ela qual for, um professor, um cidadão da terceira idade, e por aí vai. Eles acham que podem tudo, não têm educação, são promíscuos, irresponsáveis, começam a trabalhar tarde demais, em nome dos estudos, mas pelo que vejo, estudar que é bom, bem poucos o fazem. Perderam os valores totalmente, são capazes de matar o próprio avô, pai, mãe, ou colega de escola, por banalidades... é triste, mas quando aos pais e educadores, era permitido uma forma mais incisiva de educação, as coisas não estavam dessa forma.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
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